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segunda-feira, 24 de maio de 2010

A Cara do Brasil


As famosas "Havaianas" nasceram em 1962 e tinham como inspiração uma sandália japonesa fabricada com tiras de tecido e solado de grãos de arroz, chamada Zori. Ainda hoje a marca mantém uma como característica o solado que imita grãos de arroz e que a torna inconfundível.
Em 1970 a marca já sofria com a concorrência e lançou o slogan "Havainas. As legítimas", como forma de combatê-la. Em 1980, as havainas eram parte fundamental da vida do brasileiro, considerada até item da cesta básica e, por isso, nesta época já eram vendidos cerca de 80 milhões de produtos por ano.
Como consequência, em 1994 os informes publicitários exploravam esse lado da marca, mostrando os pés de pessoas famosas com a sandália e cores vivas, para ressaltar o alto-astral da marca. No fim dos anos 90, as havainas passaram a criar novos modelos e estampas, criando produtos até para os pequeninos. Em 1998, como forma de torcer na Copa do Mundo, as havainas lançaram um produto com uma bandeira do país, "febre"para o público brasileiro e objeto de cobiça para o mercado exterior.
Assim, em 2000 as havaianas invadiram o mercado internacional, primeiramente através da compra direta dos estrangeiros que levavam o produto para seu país de origem, a partir de 2003 presenteando os indicados ao Oscar com sandálias exclusivas e posteriormente através de lojas exclusivas.
Em 2006, a marca resolveu investir mais diretamente no público feminino e lançou produtos mais delicados para as mulheres.
Atualmente a marca é uma mania, e está presente nos mais diversos segmentos de consumidores, lançando moda e até mesmo ditando tendências.
Como forma de se inserir no cenário atual, a marca acaba de lançar umlivro ilustrado que tem como objetivo promover a sua nova coleção, "Havaina Team", composta por 32 modelos com as cores e os símbolos das equipes que irão disputar a Copa do Mundo este ano.
O livro poderá ser adquirido juntamente com a edição da revista "Veja" de domingo, 29 de maio e na de junho da revista "Superinteressante", "Placar" e "Men`s Health".
Para conseguir os pacotinhos de figurinhas os consumidores podem apresentar o livro em qualquer loja franqueada da "Havaianas". No Espaço Havaianas, na cidade de São Paulo, na compra de três produtos predefinidos, que somem pelo menos R$25,00 o cliente ganha o livro ilustrado com dez pacotinhos de cromos.
Realmente pode-se dizer que as havainas se transformaram de marca de sandália barata para uma marca internacionalmente conhecida que leva o nome do Brasil e seus produtos a patamares significativos de qualidade e excelência. Se até a Gisele Bundchen (garota propaganda da Ipanema) tem uma havaina, quem ousará dizer que a sandália não é antenada e lançadora de tendências... o mais importante, é brasileira!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Valor da "Marca Brasil"

As marcas-países vem cada vez mais sendo utilizadas como forma de diferenciar a oferta de uma empresa, visto que são ativos intangíveis dificilmentes copiados pelos concorrentes. No caso do Brasil, muitas pesquisas indicam que a imagem do país, e consequentemente da marca associada a ele, ainda remete a temas como carnaval, futebol e alegria, os quais nem sempre são desejáveis a empresa que gostaria que seu produto fosse visto como confiável e de qualidade pelo mercado internacional. Visando promover a imagem do país de forma mais coerente e baseada em aspectos internos, a Embratur vem desenvolvendo uma campanha de divulgação da "Marca Brasil" com base nos atributos que acredita que devem ser enfatizados para a melhora da imagem e da oferta nacional.

Em notícia publicada esse mês, constatou-se que o Brasil estaria longe do Top of Mind se fosse uma marca multinacional. De acordo com Simon Anholt, a marca Brasil está em 22º lugar no ranking mundial. O especialista mostrará o porquê desta posição nos dias 10 e 11 deste mês no evento “Brand Brasil 2010 – O valor da marca de um país”, que acontecerá em São Paulo.

O valor da "Marca Brasil" equivale a US$ 255 bilhões, mesmo estando na 8ª posição entre as maiores economias do planeta. Uma possível justificativa para isso é o fato das exportações brasileiras serem baseada principalmente em commodities, fazendo do país o último colocado se comparado aos países do BRIC.

Abaixo pode-se conferir as 10 marcas mais valiosas do mundo:
 
O fortalecimento da "Marca Brasil" pode trazer ao país a possibilidade de expandir suas exportações sob a forma de outros produtos e serviços com maior valor agregado, visto que a imagem do país tende a se tornar mais favorável e coerente a realidade, já que a divulgação interna deve ressaltar aquilo que o país verdadeiramente tem de melhor. Caso isso não ocorra, as consequências tendem a ser desastrosas, já que a imagem do país tenderia a ficar pior, as promessas não seriam cumpridas.

Como forma de avaliar a campanha de criação e divulgação da "Marca Brasil" gostaria de saber a opinião de vocês a cerca desta e possíveis sugestões.

Fonte: Mundo do Marketing | 07/05/2010
por Thiago Terra

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Lembram dos chicletes?

A consultoria Kline & Company realizou uma pesquisa que visava construir um quadro de consumo de beleza dos Estados Unidos pós-crise. A surpresa foi a constatação de que o primeiro lugar, antes ocupado pela clássica dupla batom e gloss, é agora ocupado pelos esmaltes que avançaram e foram a única categoria a figurar com dois digitos: 14,3% das vendas.
O crescimento foi estimulado por duas causas principais: moda (as cores vivas e diferentes são a nova tendência)e as restrições financeiras (que fizeram com que os pequenos mimos como ir à manicure fossem provisóriamente banidos do orçamento).
A oportunidade porém, não passou desapercebida pelas empresas tecnológicas e customizadas como a Dell que, através de uma parceria com uma empresa de cosméticos, lançou uma linha de notebooks nas cores dos esmaltes.




E a febre causada pelo filme "Alice in Wonderland" que registrou a maior abertura de todos os tempos para a temporada de inverno nos EUA e arrecadou 116 milhões em apenas 3 dias? Que setor da indústria da beleza estreou criações no mesmo fôlego e certeza?

Os sete pecados, divas da história, Penélope Charmosa (sim, uma edição limitada) e mais umas cem linhas "inéditas e indispensáveis que farão as mãos das mulheres mais antenadas" invadem propagandas de televisão (desde quando esmalte aparece na TV?), prateleiras já abarrotadas e casas que exalam acetona (não culpo nem me eximo dessa acusação).



É incrível presenciar a velocidade que o marketing de uma empresa pode gerar quando consegue decifrar necessidades, aspirações e interesses: coleções são lançadas frenéticamente e o valor que percebemos vem, muitas vezes, de uma idéia divertida ou atribuição inusitada de algum personagem ou mesmo personalidade à mesma velha cor de esmalte. Como ainda não se esgotaram as fontes das empresas? Como a mesma cor com um pouco mais de brilho torna o consumidor mais poderoso? Ou sexy? Ou fashion?
Alguém lembra daquela época na qual cada mês o mesmo chiclete era relançado, mas com uma figurinha de desenho ou personagem diferente? Então...Devemos mesmo é agradecer pela explosão ser (por enquanto) da indústria de esmaltes assim, em breve teremos escovas de dentes combinando com nossas unhas e não preservativos com brilho-gloss-neon da linha Pedras Místicas...

quinta-feira, 25 de março de 2010

Nós vendemos, quem decide comprar?

Segmentação é o processo de agrupamento de clientes visando à seleção de um público alvo. O público alvo da vez é nada mais, nada menos, que aquele formado por crianças de até 12 anos de idade! Exatamente aquele grupo de indivíduos (não tão indivíduos ainda) com pouco discernimento, pouca opinião, pouco limite e muita influência sobre os adultos ao seu redor.

Um estudo sobre o mercado infantil comprova que mais de 40% das compras paternas são influenciadas pelos filhos e que 65% ouvem a opinião de suas crianças em relação a compras para toda família como carros, por exemplo. A expansão do mercado de produtos infantis é gradativa e o anúncio é feito diretamente às crianças que provavelmente não possuem ainda capacidade de escolher entre o chiclete que muda de cor, o fichário do Ben 10 que brilha no escuro e o computador de algum personagem que já sumiu, mas que rendeu algumas licenças.

O debate gira em torno do fato/oportunidade de que as crianças são um alvo muito fácil de convencer, uma vez que o universo de fantasias da infância absorve com mesma intensidade um comercial e um desenho animado. Os pequenos consumidores recebem cerca de 80 mensagens de propagandas (diretas e indiretas) diferentes todos os dias e, como não desenvolveram senso crítico, são extremamente vulneráveis a estímulos de comerciais tanto de brinquedos e guloseimas quanto de bebidas e tele-sexo.


As peças publicitárias e as manobras de marketing voltadas para o público infantil devem então ser banidas? Não há argumentos, regras ou censura que consigam enfrentar o avanço e sutileza dos anúncios nos dias atuais, por isso tais propagandas não se resignarão ao racional universo adulto enquanto tiverem atenção e criatividade para lucrarem através da vasta imaginação de seus próprios filhos; os comerciais devem ser filtrados de forma a terem um apelo menos direto? A menos que apareça uma versão isomorfa do bordão “compre batom”, a classificação do que é direto ou indireto é tão subjetiva quanto questionável, em outras palavras: haja pessoal disponível no CONAR para colocar em prática tal devaneio e engordar os arquivos de casos relacionados à criança; e o que resta aos adultos desesperados com seus pequenos sanguessugas histéricos? Apelar ao bom senso do mercado, das empresas ou dos executivos que querem mais é aumentar seu retorno para sustentar suas próprias crianças mimadas? Ou será que esse é apenas mais um ciclo, como todos os outros, de consumo compulsivo e estimulado?

Sinceramente, a crítica feroz direcionada aos profissionais de Marketing e Propaganda, que têm seus interesses de chamar atenção, conquistar e vender muito bem definidos, deveria antes ser feita aos adultos,  por deixarem que crianças tomassem o controle de orçamentos familiares. A principal falta nessa história toda não é, infelizmente, do ambiente cruel, frio e consumista no qual vivemos, mas sim daqueles que, por falta de paciência ou de inteligência emocional, cedem aos caprichos infantis (que são, como até eu sei, tão infinitos quanto efêmeros).

Por fim, devo concordar que algumas mensagens e apelos publicitários são desnecessariamente excessivos e de ética duvidosa e que as empresas deveriam maneirar e ponderar melhor os meios para se chegar ao público infantil, mas sinceramente eu nunca soube, em minha humilde existência, de uma pesquisa científica que discorresse sobre o trágico caso de um pequeno inocente que morreu por não ter ganhado um pônei ou um foguete no Natal e muito menos de um que tenha sofrido amargamente a solidão gerada pela falta de uma boneca de meio metro e 573 funções...

quarta-feira, 17 de março de 2010

A era dos slogans felizes

Mundo do Marketing- Há um tempo, os marketeiros se ligaram que a melhor (e talvez a única) maneira de conseguir conquistar a lealdade dos consumidores é através do emocional. Depois de uma onda de livros sobre o assunto, veio uma verdadeira avalanche de propagandas, logos e slogans que usavam e abusavam de apelos sentimentais. Tempos atrás, a moda era colocar um "coração" no logo. O que teve de empresa redesenhando sua identidade visual nesse sentido, foi brincadeira...


Mas parece que a onda mudou... a moda agora é.. ser feliz! E dá-lhe felicidade em tudo que é marca... você pode ser feliz no supermercado, comendo esfiha, comprando móveis, assistindo TV, falando ao telefone etc. Qual será o próximo sentimento da moda?


Em tempo: já adianto ao críticos de plantão: NÃO, EU NÃO ACHO ERRADO usar emoções em propagandas E EU NÃO ACHO QUE ESSAS MARCAS FALHARAM. Mas SIM, EU ACHO ARRISCADO querer falar de uma coisa só porque todo mundo está falando. Isso porque 1) você não será proprietário de nada e não terá um diferencial e 2) a moda passa...
Portanto, se você está pensando em fazer um slogan sobre felicidade só porque está empolgado com o que está vendo no mercado, recomendo que gaste um pouco mais de neurônios e tente pensar em algo diferente!
O texto postado foi retirado do site http://www.mundodomarketing.com.br/115,blogs,erros-de-marketing

e o interessante é perceber como a inovação está até mesmo no Marketing. As empresas que não prezam por observar o comportamento do consumidor, que se irrita com essas repetições. Ser feliz, sim, algo positivo, que todos querem, mas não é só isso, há muitos outros pontos emocionais para se abordar, que faz as pessoas se identificarem com o produto e é isso que deveria ser mais observado nas estratégias de Marketing, o que o SEU público quer e não o que o mercado está fazendo.