quinta-feira, 20 de maio de 2010

O polichinelo dos milhões


De uns 7, 8 anos pra cá, tenho ouvido falar bastante de empresas que reduzem custos de saúde com exercícios físicos. De uma forma geral, os custos com médicos são reduzidos quando o empregado pratica alguma atividade física. Na GM mesmo, em uma população amostral de 23.500 empregados, com a adesão dos mais sedentários a programas de exercícios, foram economizados R$ 2,4 milhões por ano, ou aproximadamente 1,5% dos custos com os planos médicos! É muita coisa!
Esse ano tive a oportunidade de conhecer a Santa Helena, a empresa da Paçoquita e do Mendorato. Todas as manhãs, os funcionários (desde a alta hierarquia até o chão de fábrica) se reúnem na praça da empresa e dá-lhe "polichinelo"! Se esse hábito causa algum benefício físico relevante, é difícil saber. Mas que todos começavam o dia mais animados e felizes, isso eu posso garantir.
Por isso mesmo, muitos consideram a ginástica na empresa não só como uma forma de transformar empregados em pessoas menos sedentárias, mas como uma forma de amenizar o estresse do dia-a-dia empresarial.

Em fevereiro desse ano, saiu uma reportagem sobre a determinação de uma juíza, que decidiu que a Brasil Foods tivesse ginástica laboral para evitar que uma legião de trabalhadores recorresse à Justiça por lesões provocadas no ambiente de trabalho. Em caso de descumprimento, a multa diária seria de R$ 10 mil! 

A empresa, formada com a fusão da Perdigão com a Sadia, foi acusada pelo Ministério Público do trabalho de não observar rigorosamente as normas de saúde e segurança do trabalho. Dado colhido durante o processo aponta a existência de mais de mil ações judiciais de ex-trabalhadores, a maioria com pedidos de indenizações, por acidente de trabalho ocorrido na fábrica. Ainda foi constatado que, em maio de 2008, 20% de seu contingente de trabalhadores estavam afastados por doenças ocupacionais.
 


Para quem se interessa pelo tema, existe aqui um acervo muito grande das últimas reportagens lançadas na mídia relacionadas à ginástica laboral. 




Dia D para o Euro nesta Sexta-Feira



Sobre o Pacote de ajuda aos países em dificuldade fiscal na Europa:

Germany, Europe's biggest economy, is to contribute at least euro123 billion in loan guarantees to the new rescue package. Parliament is expected to vote on Friday — just two weeks after approving a separate package for Greece, already unpopular at home.



Voltando no tempo:
Na última postagem, eu já havia falado sobre os sérios problemas com o Euro, Sarkozy ameaçando pular fora do barco, e etc. O outro país "Carregador de Piano" na Europa (com viés positivo para a expressão), fora a França, é a Alemanha. Os dois juntos representam parcela significativa do PIB da zona do Euro e nesta turbulência são os principais responsáveis pela ajuda aos "irmãos menores" problemáticos. No dia 10 desse mês de maio, as principais bolsas européias chegaram a subir 9%, a própria Bovespa subiu 4,11%, após o anúncio de um pacote de ajuda de 750 BILHÕES de Euros. Só que logo a empolgação deu lugar novamente à incerteza, receio e cotações em vermelho quando lembraram que não bastava a boa vontade do Banco Central Europeu (BCE) e de Angela Merkel e Nicolas Sarkozy. Era necessário que os respectivos parlamentos APROVASSEM os pacotes em questão.
E na Alemanha, surgiu a possibilidade do pacote ser REPROVADO. Tal reprovação pode significar, em um cenário pessimista, um mergulho do Euro em abismos inimagináveis. Portanto, em um exercício de futurologia, caso o Parlamento Alemão reprove o pacote de ajuda, apertem os cintos.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Sarkozy ameaça abandonar o Euro?


Sabe quando você começa a ficar de saco cheio de ajudar seu irmão mais novo a ir pra escola, voltar, fazer o dever de casa, e ainda de quebra tem que emprestar dinheiro pra ele?

A sensação clara do presidente francês parece ser essa. Na semana passada, correu no mundo o boato que ele ameaçou abandonar o Euro em entrevista ao jornal El País, da Espanha, logo em seguida desmentido no jornal francês Le Figaro (Aliás, recomendo à todos, http://www.lefigaro.fr/, excelente períodico da França, em comparação com o deprimente Le Monde).
Como sabemos que todo boato tem um fundo de verdade, é possível afirmar que existe sim uma grande insatisfação do Presidente Francês com a frequente necessidade de seus irmãos menores (Grécia, Portugal, e quiçá Espanha) de ajuda.

Claro que abandonar o Euro seria algo extremamente radical, e eu particularmente não acredito que Sarkozy fará isso. Mas que existe um certo "saco cheio" em razão de, junto com a Alemanha, ter de carregar o piano de toda a zona do Euro, isso existe.

Acima existe um diagrama da dívida grega (quem quiser ele em tamanho maior, me pede que mando depois). Basicamente o Fluxo é (à grosso modo): Grécia devendo uma nota pra Portugal e Irlanda, que por sua vez tem dívidas enormes com França e Alemanha. A Itália também é credora de todo mundo e em um eventual default (ou seja, incapacidade de pagar), também ficaria em situação complicada. E ai vem a parte mais complicada: A Itália deve 511 Bilhões para a França. Isso equivale a 20% de TODO o PIB Francês.

Deu pra entender o tamanho do negócio?

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Em 3 vezes sem juros.

Fundada em 1969 como empresa de capital misto, a EMBRAER foi privatizada 1994 e seu controle está em mãos brasileiras. Em 2006, foi aprovada a sua reestruturação societária. Desde então, a estrutura do capital social da empresa passou a ser composta apenas de ações ordinárias.

Ficha Técnica da EMBRAER


A empresa atua em três setores: aviação comercial, onde a EMBRAER continua líder com suas linhas de jatos regionais comerciais, mercado de defesa, tendo fornecido mais de 50% da frota da força aérea brasileira e aviação executiva, que se iniciou com o lançamento do jato Legacy 600 em 2000.

Receitas por segmentos


Estivemos na fábrica de São José dos Campos essa semana, conhecendo os hangares que recebem e fabricam peças e fuselagens que se transformarão em aviões que vão percorrer o espaço aéreo brasileiro e internacional. 
Pudemos constatar que a Embraer investe em tecnologia direcionada à implementação de tecnologias de ponta que agregam valor. Isso sempre foi inquestionável. Mas pasmem: todos os aviões são projetados no MS PROJECT e o software de gestão empresarial utilizado é SAP!
Já se imaginou projetando esse aviãozinho aí do lado no MS PROJECT? A dúvida que fica é se seria isso uma falha ou uma forma fantástica e inimaginável de utilização do software produzido pela Microsoft.

Ao se encomendar um avião executivo na EMBRAER (Phenom 100, Phenom 300, Legacy 450, Legacy 500, Legacy 600 ou Lineage 1000), o cliente deverá esperar 4 meses pela produção do mesmo. Claro que esse processo é acompanhado de perto por quem compra, com algumas visitas à fábrica, padronização, etc. O mais humilde deles pode ser adquirido por R$3.000.000,00 e o valor é dividido da seguinte forma: 15% de entrada, antes do início da produção, e 85% na entrega. Mas não se desespere! O responsável por nos apresentar a empresa nos garantiu que divide esse valor em até 3 vezes sem juros no cartão de crédito.


Em 2008, como se pode observar acima, mais de 4 mil empregados foram demitidos graças à crise internacional. Mas ainda esse ano e em 2011, a EMBRAER passará por um processo de contratação de engenheiros e, consequentemente, administradores para guiá-los financeiramente. Para os interessados, basta acompanhar o site da empresa, que irá divulgar os processos de seleção em breve.


Nós na fábrica da EMBRAER de São José dos Campos


 
EMBRAER no mundo


Entregas do primeiro trimestre de 2010

PS: Eu sei que não vem muito ao caso, mas alguém pode me passar a correlação dos setores de música sertaneja e de aviação executiva?

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Reiterando...

Para quem diz que a Coca-Cola não tem sucesso em diversificar no setor de bebidas, segue a alternativa da marca mais valiosa do mundo (que já assina roupas) para garantir participação no mercado:


Prefiro não comentar mais...

terça-feira, 11 de maio de 2010

Valor da "Marca Brasil"

As marcas-países vem cada vez mais sendo utilizadas como forma de diferenciar a oferta de uma empresa, visto que são ativos intangíveis dificilmentes copiados pelos concorrentes. No caso do Brasil, muitas pesquisas indicam que a imagem do país, e consequentemente da marca associada a ele, ainda remete a temas como carnaval, futebol e alegria, os quais nem sempre são desejáveis a empresa que gostaria que seu produto fosse visto como confiável e de qualidade pelo mercado internacional. Visando promover a imagem do país de forma mais coerente e baseada em aspectos internos, a Embratur vem desenvolvendo uma campanha de divulgação da "Marca Brasil" com base nos atributos que acredita que devem ser enfatizados para a melhora da imagem e da oferta nacional.

Em notícia publicada esse mês, constatou-se que o Brasil estaria longe do Top of Mind se fosse uma marca multinacional. De acordo com Simon Anholt, a marca Brasil está em 22º lugar no ranking mundial. O especialista mostrará o porquê desta posição nos dias 10 e 11 deste mês no evento “Brand Brasil 2010 – O valor da marca de um país”, que acontecerá em São Paulo.

O valor da "Marca Brasil" equivale a US$ 255 bilhões, mesmo estando na 8ª posição entre as maiores economias do planeta. Uma possível justificativa para isso é o fato das exportações brasileiras serem baseada principalmente em commodities, fazendo do país o último colocado se comparado aos países do BRIC.

Abaixo pode-se conferir as 10 marcas mais valiosas do mundo:
 
O fortalecimento da "Marca Brasil" pode trazer ao país a possibilidade de expandir suas exportações sob a forma de outros produtos e serviços com maior valor agregado, visto que a imagem do país tende a se tornar mais favorável e coerente a realidade, já que a divulgação interna deve ressaltar aquilo que o país verdadeiramente tem de melhor. Caso isso não ocorra, as consequências tendem a ser desastrosas, já que a imagem do país tenderia a ficar pior, as promessas não seriam cumpridas.

Como forma de avaliar a campanha de criação e divulgação da "Marca Brasil" gostaria de saber a opinião de vocês a cerca desta e possíveis sugestões.

Fonte: Mundo do Marketing | 07/05/2010
por Thiago Terra

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Grécia: prova de fogo!

Um déficit fiscal de mais de 13,5% do PIB só podia deixar a Grécia em uma das piores situações econômicas da sua história. E, grande parte dessa situação desesperadora, se deve ao fato da posição PÍFIA grega no quesito austeridade fiscal.

Sabe aquela sua prima, tia, amiga que vive errando e, mesmo assim... você sempre se vê obrigado a ajudá-la? Até que chega em um ponto que... "CHEGA! Se ela está nessa situação, foi por culpa dela! Não vou me sacrificar!". Pois é. Grande parte dos países europeus também pensam assim ao cogitarem a ajuda econômica a sua prima helênica... e o decorrer dessa história é violento e inseguro.

Na tarde de ontem, o Parlamento Grego aprovou um plano de governo para reduzir o déficit. É a condição primária para que os "primos europeus" ajudem a Grécia com 110 bilhões de euros. Precisam de uma garantia diante de uma prima tão irresponsável, não é? O problema é que esse pacotão inclui coisas do tipo: redução de salários, de pensões, aumento dos impostos... é MAIS DO QUE ÓBVIO que a população ficou doida da vida! Foram para as ruas e cuidaram de quebrar (literalmente) mais ainda a Grécia.




É o primeiro grande teste de fogo do projeto Europa. Os outros governos da região vão ter que lidar com o fato de que o dinheiro está indo para um paísque não fez sua parte quando se trata de austeridade fiscal"
João Alberto Alves Amorim, professor de Relações Internacionais

O final dessa história é incerto. Mas é possível afirmar que a Grécia se encontra nessa situação deplorável graças a sua falta de planejamento e irresponsabilidade fiscal: emitiu títulos na pré-crise, se endividou, mentiu sobre a sua economia, enfim... alguém pode ensinar a Terceira Lei de Newton aos gregos?

* 1 hora após a conclusão desse post, Alemanha, Itália, França e Espanha votaram ajuda financeira à Grécia.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Depois de 23 anos, tivemos um Cisne Negro nadando na Bolsa



Hoje logo após o horário do almoço (pelo menos do meu almoço), a Bolsa de Valores de Nova York (Índice Dow Jones), sofreu um dos maiores tombos de toda sua história. Muito possivelmente foi a queda MAIS INTENSA da história em termos de velocidade e drasticidade. O Índice chegou a cair 9% em questão de poucos (poucos mesmo, menos de 10) minutos.
Alguém aqui lembra da minha primeira postagem nesse blog, há 4 meses atrás? (http://dependeco.blogspot.com/2010/01/e-engracado-ver-o-tanto-de-pessoas.html).
O que vimos hoje foi um cisne negro. Foi o aleatório, o altamente improvável, entrando em cena e mostrando que ele existe. E de quebra impulsionando sobremaneira a venda de produtos para queda capilar.
Uma das explicações (não-oficiais, como todas até agora) dadas foi a de uma grande ordem em ações da Procter & Gamble na NYSE, que fizeram a ação derreter 45%. Como ela é uma ação com influência no Dow Jones, isso empurrou o índice para baixo, acionando várias ordens de liquidação de posição para evitar perdas (ou seja, ordens automáticas que vendem uma ação assim que ela cai muito forte para evitar perdas piores). Isso também é chamado Stop Loss.
Com um monte de ordens automáticas sendo executadas nos EUA simultaneamente, o mercado americano (e por consequência, o mercado global) experimentou um efeito em cadeia que durou menos de 4 minutos e foi o suficiente para fazer o índice SP500 (da bolsa de Nova York) cair 9%, o que é o equivalente À TODO O PIB BRASILEIRO em 1 ano.
Tudo isso por causa de um erro de botão e mais algumas outras coisas (obviamente é díficil acreditar que somente um erro causou tudo aquilo. Possivelmente houveram outras coisas como mudanças no fluxo de moedas mundial minutos antes do "erro").
E o mais espantoso é o que aconteceu com algumas ações da bolsa americana em específico durante a vertiginosa queda.
A Accenture (ACN:NYSE) Abriu o Dia a 41,94 e fechou o dia a 41,09, queda de 2,56%. Até aí nada de anormal... mas no meio do furacão, ela chegou a ser negociada a 1 CENTAVO DE DÓLAR!!! Queda de 99,98%!
Quem comprou 100 dólares de Accenture a 1 CENTAVO (e, conforme o registro de negócios, foram 9 pessoas) e não vendeu até o fechamento está agora com mais de 410 MIL DÓLARES!!! E quem tinha ações da Accenture e vendeu no desespero, perdeu em igual proporção, ou seja, até 99,98% de perda.

Esses últimos não vão ter boas memórias disso tudo.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Lembram dos chicletes?

A consultoria Kline & Company realizou uma pesquisa que visava construir um quadro de consumo de beleza dos Estados Unidos pós-crise. A surpresa foi a constatação de que o primeiro lugar, antes ocupado pela clássica dupla batom e gloss, é agora ocupado pelos esmaltes que avançaram e foram a única categoria a figurar com dois digitos: 14,3% das vendas.
O crescimento foi estimulado por duas causas principais: moda (as cores vivas e diferentes são a nova tendência)e as restrições financeiras (que fizeram com que os pequenos mimos como ir à manicure fossem provisóriamente banidos do orçamento).
A oportunidade porém, não passou desapercebida pelas empresas tecnológicas e customizadas como a Dell que, através de uma parceria com uma empresa de cosméticos, lançou uma linha de notebooks nas cores dos esmaltes.




E a febre causada pelo filme "Alice in Wonderland" que registrou a maior abertura de todos os tempos para a temporada de inverno nos EUA e arrecadou 116 milhões em apenas 3 dias? Que setor da indústria da beleza estreou criações no mesmo fôlego e certeza?

Os sete pecados, divas da história, Penélope Charmosa (sim, uma edição limitada) e mais umas cem linhas "inéditas e indispensáveis que farão as mãos das mulheres mais antenadas" invadem propagandas de televisão (desde quando esmalte aparece na TV?), prateleiras já abarrotadas e casas que exalam acetona (não culpo nem me eximo dessa acusação).



É incrível presenciar a velocidade que o marketing de uma empresa pode gerar quando consegue decifrar necessidades, aspirações e interesses: coleções são lançadas frenéticamente e o valor que percebemos vem, muitas vezes, de uma idéia divertida ou atribuição inusitada de algum personagem ou mesmo personalidade à mesma velha cor de esmalte. Como ainda não se esgotaram as fontes das empresas? Como a mesma cor com um pouco mais de brilho torna o consumidor mais poderoso? Ou sexy? Ou fashion?
Alguém lembra daquela época na qual cada mês o mesmo chiclete era relançado, mas com uma figurinha de desenho ou personagem diferente? Então...Devemos mesmo é agradecer pela explosão ser (por enquanto) da indústria de esmaltes assim, em breve teremos escovas de dentes combinando com nossas unhas e não preservativos com brilho-gloss-neon da linha Pedras Místicas...

Escritório do Google em Zurique, Suiça


























Fonte: CHMKT

E você vai dizer que o brainstorm na sala de reuniões em frente ao seu chefe estimula mais a sua criatividade?

sábado, 1 de maio de 2010

Ah, o excel...!


First Trader: “I’ve got a stock here that could really excel.”
Crowd:
“Really excel?” – “Excel?” – “Sell?” – “Sell, sell, sell!”
Second Trader:
“This is madness! I can’t take this any more! Good bye!”
Crowd:
“Good bye?” – “Bye?” – “Buy, buy, buy!"

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Por que o mundo precisa de líderes?

Durante a faculdade de Administração, ouvimos que precisamos saber nos comportar como líderes. Em qualquer entrevista de emprego, a pergunta padrão já tornou-se clássica: "Você é um líder?" "Você já exerceu liderança?" "O que é ser líder pra você?". Lembro-me da minha primeira tentativa de fazer parte da AIESEC. Ao me perguntarem se eu gostaria de ser líder, pensei: líder? Que prepotência! Por que eu iria almejar mandar, desmandar... só por status? Leiam bem: eu disse pensei. Devo ter respondido outra coisa. Durante esses primeiros meses de faculdade, essa questão não saiu da minha cabeça. "Por que as pessoas focam tanto nesse ponto?".
Desde então, muita coisa aconteceu em meu desenvolvimento profissional. Foram muitos trabalhos e projetos em equipe, aprendizados estratégicos, funcionais, operacionais... como esse é um blog democrático, não posso deixar de manifestar a minha gratidão a uma das organizações mais democráticas do mundo segundo a classificação da WorldBlu List, que teve e tem um papel fundamental na minha formação.
Voltando à questão, um certo dia me falaram sobre ser um agente de mudança. Segundo Max Gehringer, ser um agente de mudança é ter a consciência e a ação de que a mudança começa através de nós mesmos. Comecei a perceber que exercer a liderança é fundamental entre os agentes. E foi aí que o meu ponto de vista mudou.
Liderança não é apenas estar no ápice de uma estrutura organizacional. Liderança não é ser o big boss de uma organização. Aliás, quantos chefões não sabem que a liderança maior é a influência sobre as pessoas e não o medo imposto...!
Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP,  articulista colaborador de jornais e palestrante sobre qualidade de vida, afirmou em seu texto "O mundo necessita de líderes":

Disse um poeta, certa vez, que quando o mar está calmo, qualquer um pode segurar o leme. Mas quando ocorre uma tormenta, apenas um capitão experiente e determinado consegue comandar seus marinheiros com mão forte e conduzir o navio para um porto seguro. O mundo precisa de líderes com esse mesmo espírito para enfrentar os enormes desafios que se avolumam nos cenários político, econômico e corporativo. Mais do que nunca a sociedade necessita de comandantes destemidos e capazes de enfrentar as tempestades com serenidade e sabedoria. Pessoas que saibam reconhecer a grandeza que há no espírito humano e que sejam fortes o suficiente para estimular ações de cooperação e conciliação, inclusive, e principalmente, em meio ao caos.

Hoje eu concordo com o Benedicto. Concordo porque estou descobrindo o objetivo final das perguntas já clichês do pessoal de Recursos Humanos e Seleção. Não se trata só de demagogia motivacional. O mundo precisa mesmo de líderes. Porque o líder é um agente de mudança: impacta, escuta, opina, influencia. Tem visão, posicionamento estratégico, paixão e coerência.

É fato que, já na Grécia Antiga, Sócrates afirmou que, sob a liderança de um forte general, não haveria de existir soldados fracos. Logo, já enxergavam essa necessidade, com ressalvas para o caráter militar que a época exigia.

Mas por que esse sentimento de que finalmente a humanidade está convergindo suas atenções para a NECESSIDADE de líderes democráticos e agentes de mudança anda tão expressivo em mim?

segunda-feira, 26 de abril de 2010

1000 acessos!

O blog atingiu 1000 acessos! Uma marca excelente tendo em vista o curto tempo decorrente desde a inserção do contador de visitas (2 meses).

500 acessos por mês! Ou mais de 16 por dia!

Para fins de curiosidade, os nossos visitantes da última semana foram provenientes das seguintes fontes:



Fica aqui o nosso muito obrigado a todos vocês.

domingo, 25 de abril de 2010

A especulação é antiética?

Um comentário em uma das minhas últimas postagens (em meados de março) foi bastante interessante, principalmente pro tratar de uma dúvida recorrente:

A Especulação é algo correto eticamente?

Em um país com um forte histórico esquerdista (nada contra os amiguinhos vermelhos), às vezes ouvimos algum militante de esquerda dizendo que a culpa da crise X ou do problema econômico Y é dos especuladores internacionais.

Ora, para quem usa o mínimo de lógica e tem algum conhecimento do mercado, na hora já dá pra perceber que isso é somente uma tentativa de encontrar algum inimigo comum para criar uma causa fictícia (no caso, combater os especuladores).

Para entendermos um pouco melhor disso, vamos ao seguinte exercício mental, onde vamos supor que NÃO EXISTAM especuladores.

José economizou dinheiro e ele quer investir na bolsa de valores comprando ações e deixando elas se valorizarem com o passar do tempo, para daqui a alguns anos ter um bom montante.

Para isso, existem 2 caminhos possíveis: ele pode participar de uma oferta de ações de alguma empresa que esteja estreando na bolsa e/ou lançando novas ações no mercado, ou ele pode comprar ações de outras pessoas que queiram vendê-las.

- A primeira alternativa acima (comprar ações de oferta de ações de empresas) é extremamente limitada, já que mesmo com 600 empresas existentes na BOVESPA, o número de ofertas de ações é muito baixo, esse ano não chegaram a 15 ainda. Ou seja, ele vai poder comprar ações somente das POUCAS empresas que farão novas ofertas, o que deixará sua escolha extremamente limitada.

- A segunda alternativa é muito mais plausível, já que as mais de 600 empresas que estão na bolsa tem suas ações na mão de centenas de milhares de investidores. Muitos desses são especuladores que compram e vendem as ações com frequênc... Opa! Nesse nosso mundo não existem especuladores, certo?

Caímos no seguinte cenário: todas as pessoas que compraram ações até agora eram investidores de longo prazo. E nenhum deles tem pretensões de vender ações no momento. E José quer comprar ações da empresa ABC ou FGH, não das 2 ou 3 empresas que farão ofertas nesse mês e que ele mal conhece.

Então, José volta a aplicar todo seu dinheiro na poupança e perder para a inflação...

Pessoal, especuladores existem para TOMAR RISCO no mercado em troca de melhores rendimentos.
Sem eles, o mercado perderia quase toda sua liquidez (ou seja, quase toda sua capacidade de poder comprar ou vender ações na hora que quiser). E voltariamos à idade das pedras no mercado de capitais, onde uma ação ficaria 20, 30 dias sem se valorizar pela simples razão que NINGUÉM negociou a mesma.


Os Especuladores mais famosos do mundo fizeram sua fama na Bolsa de Chicago (CME/Cbot, imagem acima). Por pura "coincidência", é talvez a bolsa mais desenvolvida do mundo em número de negócios.

Uma ajuda a mais

Ao abrir a própria empresa, muitas pessoas se deparam com diversas dificuldades. Em muitos casos isso ocorre pelas dificuldades de administração e de recursos e por falta de conhecimento de como fazer o negócio alavancar, ou seja, ocorre uma falta de divulgação ou mesmo um canal de vendas adequado para tal.
Quando o problema ocorre por falta de dinheiro para produção de mercadorias, ou seja, quando ocorre uma falta de capital de giro, o que melhor pode ser feito para a pequena empresa é realizar uma negociação eficiente com os fornecedores, objetivando conseguir obter melhores formas e condições de pagamentos para tais produtos. Quando se trata de uma empresa pequena e com recursos mais limitados, adquirir empréstimos em bancos e/ou em financiadoras pode não ser uma melhor opção para o negócio. Deve-se sempre pensar em uma alternativa que seja sempre a mais favorável para o microempresário, e em muitos casos, conseguir melhores formas de pagamento com os fornecedores pode ser a melhor solução.
Ao conseguir melhores formas de obtenção de mercadorias, vem outro problema: divulgação. Caso o microempresário tenha problema no volume de vendas que a área comercial pode gerar, o que ele precisa melhorar é a otimização do canal de vendas da empresa. São diversas formas de canais que podem e devem ser utilizadas e todas devem levar em conta o tipo e o perfil do público alvo que será atendido.
Com a propagação das redes sociais, todos, notadamente os microempresários devem sempre ficar atentas às vantagens que podem tirar das mesmas. O Twitter é a nova sensação do momento. Com quatro anos de vida, a rede social Twitter teve um crescimento muito grande de seus novos usuários que aderem à rede todos os dias. O Brasil já é o segundo colocado com maior número de participantes na mesma, sendo o terceiro colocado com maior quantidade de tweets enviadas.
Tal ferramenta de comunicação está tendo um poder de alcance muito vasto e não pode ser deixada de lado pelos pequenos e microempresários no que tange à comunicação com os consumidores. Pode ser usada para conquistar e para manter clientes. O sistema pode ter uma eficiência por ser um barato meio de comunicação entre a empresa e o consumidor. Estratégias de promoção envolverão uma grande quantidade de pessoas. Além disso, pode haver certa participação dos seguidores do perfil da empresa, uma vez que essa pode realizar enquetes e pesquisas de opinião. Oferecer para alguns dos seguidores uma chance de testar algum produto ou novo serviço, para depois divulgarem entre os amigos é uma boa forma de aproveitar ao máximo o que o Twitter tem de melhor.