segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Por que não votarmos pra presidente da Sabesp também?


Primeiro, desculpem fugir do tema central do Blog, que é Negócios, Bizness e afins, mas como estudante da USP eu sinto minha mão formigar para escrever sobre algo que muitos estudantes vem falando ultimamente, e apresentar um outro ponto de reflexão.


A nova moda entre os estudantes da Universidade de São Paulo virou pedir eleições diretas para reitor, porque isso sim seria "Democrático".

Eles alegam que isso seria mais democrático na medida que, ao ser escolhido pelos estudantes e funcionários, o reitor escolhido poderia atender aos interesses destes.


Mas quem disse que a USP (e qualquer outra universidade pública) existe para atender aos interesses dos estudantes? Elas existem para atender aos interesses da sociedade, não de estudantes e funcionários! Ela, antes de tudo, é paga por toda sociedade, e não por estes!

Exigir eleições diretas para reitor na USP é tão sensato quanto os funcionários da Petrobrás passarem a exigir que eles elejam o presidente, e não que este seja indicado pelo Presidente do País e pelo Ministro das Minas e Energia (como é hoje).


Então o processo de eleição desse diretor é anti-democrático? De modo algum... Seria impossível toda a sociedade votar para determinar o diretor de cada autarquia federal e estadual. Logo, ela confia aos representantes democraticamente eleitos por ela, essa responsabilidade.

Por ter sido eleita pelo voto popular, a Dilma pode trocar o presidente e diretor (dentro do regulamento vigente de cada um) de qualquer orgão financiado pela União. Ela teve essa responsabilidade confiada pela sociedade brasileira à ela! Do mesmo modo, o governador do estado de SP teve essa responsabilidade delegada à ele pela sociedade paulista que o elegeu, oras.


A dúvida, o questionamento que eu mais gosto de fazer para o pessoal que defende eleições diretas para reitor (e muitos deles são calouros, que ainda não entederam o real motivo de algumas pessoas defenderem isso, e assim poderem colocar lá algum capacho de partido radical naipe PSTU e PSOL igual já fizeram nos orgãos com eleição direta na USP) é o seguinte:

1 - Vocês sabem de uma, isso mesmo, SOMENTE UMA universidade de ponta no MUNDO com eleições diretas para reitor? Fiquem à vontade para dizer nos comentários.


2 - Vocês acham mesmo que essa discussão foi iniciada por gente que quer alguma melhoria na universidade e não colocar na cadeira de reitor alguém que pode desviar MUITO dinheiro do orçamento de quase 4 bilhões pra alguns sindicatos e partidos políticos? Para quem acha que não tem partido político capitaneando tudo isso, dá só uma olhada na foto que eu postei no começo desse texto (em versão maior aqui: http://f.i.uol.com.br/fotografia/2011/11/08/98837-970x600-1.jpeg, e olha bem o canto direito, um papel colado na parede da reitoria invadida...


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

As Companhias Aéreas mais Seguras do Mundo

A Revista Aero International, no começo deste ano, analisou os acidentes ocorridos nos últimos 30 anos, criou um índice ponderando com o número de voos de cada uma e rankeou 60 das maiores empresas aéreas do mundo.


Entre as mais seguras, com um índice de 0 (Sem acidentes desde 1980) ficaram empresas como Qantas, Air New Zealand, Finnair, TAP e algumas outras.


A Maior parte das empresas no topo do ranking são de países desenvolvidos, como podem ver acima (A Qantas é Australiana, Air New Zealand é Neozelandesa, Finnair é da Finlândia, e assim por diante).


Na parte de baixo, prevaleceram empresas de países emergentes ou em desenvolvimento (E que provavelmente possuem regras e fiscalização de segurança mais brandas), como Thai International Airways (Tailândia), Garuda Indonesia (Indonesia), Turkish Airlines (Turquia) e....


TAN TAN TAN

Gol e Tam. E Olha que foram posições de alto destaque, pior que todas as que eu citei anteriormente:

Gol ficou em antepenúltimo (58a lugar) e TAM em último (60a posição).

Mas sabemos que não dá pra responsabilizar somente as empresas pelos vários acidentes que ocorreram com as duas nas ultimas décadas.

A Infraero, por exemplo, com sua péssima administração dos aeroportos, tem uma boa parte de culpa no cartório.

Para quem quiser ver a tabela completa e maior, está disponível em: http://img407.imageshack.us/img407/4747/empresasareasmaisperigo.jpg

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O Hot-dog de 69 dólares está lá para que você pague 20 dólares no Hamburguer

A Postagem abaixo, foi baseada em um artigo de outro blog, disponível em http://priceless-the-book.blogspot.com/2010/08/anchoring-is-back-meet-69-hot-dog.html




Em Nova Iorque há um restaurante chamado serendipity 3, em East Side, bastante famoso entre turistas que querem almoçar próximo de algumas celebridas que as vezes aparecem por lá. Recentemente, eles adicionaram em seu menu um novo item: um cachorro-quente que custa $69 dólares.

O Hotdog tenta justificar seu preço com algumas iguarias: ele tem entre seus recheios foie gras com trufas negras, tomates heirloom (se alguém souber o que são esses tomates, me explique por favor), mostarda de Dijon, entre outros.

Mas mais do que criar um novo prato para o menu (com uma combinação de ingredientes bem questionável entre os entendidos de culinária, diga-se de passagem, como foie gras e salsicha), o chef que fez este prato estava pensando em outras 2 importantes coisas:

1 - A Publicidade gratuíta que um sanduíche como este atraíria. De fato, a sua inclusão no menu fez com que o restaurante ganhasse várias páginas de jornais e revistas e até a inclusão no Guiness Book por possuir o cachorro-quente mais caro do mundo. Certamente alguém no mundo (de bom-senso duvidável) iria gostar de pedir algo em um restaurante que tivesse um título kitsch como este.

2 - Alavancagem da percepção do nível de "preço-justo", um fenômeno cognitivo descoberto pelos psicólogos Daniel Kahneman e Amos Tversky (os quais recomendo a leitura da obra fortemente).

Embora nós tenhamos pré-definições de quanto valem certas coisas, nós somos influenciados por outros números que observamos.

Imagine um casal que chega a este restaurante. Ao chegarem ao local, eles tentam estimar o quanto é razoável gastar nele. Muito provavelmente não vão comprar o cachorro quente de 69 dólares por este ser muito mais caro do que julgam razoável e podem pagar, porém após ver algo tão caro, ficam felizes ao ver que existe também lá um Cheeseburguer que custa somente $17,95.

O Valor do hotdog faz o preço do cheeseburger parecer razoável comparativamente, embora qualquer pessoa com cérebro saiba que esse é um valor rídiculamente alto à se pagar em praticamente qualquer outro lugar do mundo.

Essa estratégia corrobora a idéia de que o contraste de preços afeta o processo de decisão. E isso é algo bastante utilizado por restauranteurs no mundo todo.

O Serendipity 3 também possui um sundae de chocolate que custa $1000, e que deve ser encomendado com 48 horas de antecedência. É outro claro caso de alavancagem, para convencer os desavisados turistas que $22,50 por uma fatia de bolo de queijo não é algo caro. O restaurante, ao adicionar isso ao menu, deseja apenas os 2 pontos citados acima. Eles não querem ganhar vendendo o sorvete, até porque sabem que algum bilionário no mundo planeje tomar um sundae com 2 dias de antecedência.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

E a TV te ensina como a perder dinheiro.

O SBT recentemente exibiu uma reportagem com uma figura que, conforme exibido pelos jornalistas daquela emissora, provavelmente irá fazer os maiores hedge-fund managers do mundo passarem inveja em pouco tempo.

A Personagem em questão é Dona Helena, uma dona de casa que depositou todas as economias (!!!) da família na Bolsa de Valores (30 Mil Reais) e após perder 46% do patrimônio (14 mil reais), fez um curso rápido e agora ganha em média 5 mil reais por mês na Bolsa! No gigantesco período deeeeeeee.... 2 meses.

Isso mesmo: A Reportagem procura transformar em mito uma senhora que até hoje não recuperou o patrimônio inicial investido e que ganhou percentuais elevados em 2 meses, o que não diz absolutamente nada, já que é um tempo muito pequeno para se avaliar algo.

Fico imaginando o quantidade de pessoas pouco informadas que ao verem um vídeo

Listo abaixo alguns erros e desinformações grotescas da reportagem:

1 - A Dona Helena diz que no começo tirava 2 mil reais por mês da bolsa. A Bolsa de valores não serve e nunca serviu para obtenção de renda mensal, ainda mais para quantidades pequenas. Como o retorno não é constante, muitos iniciantes caem no erro de, quando ganham, retiram o lucro, e quando perdem (e isso vai acontecer), vêem seu capital ser reduzido, perdem sua "fonte de renda" e ainda tem sua capacidade de recuperar o investimento destruida. A Bolsa, ao invés de fonte de renda mensal, deve ser tratada como investimento de longo prazo para construção de patrimônio.

2 - A Dona Helena fica o dia todo no escritório da corretora, fazendo operações. Mas pera aê, com 30 Mil reais? Com um montante destes, e fazendo um número excesso de operações, provavelmente ela paga um volume considerável em taxas de corretagem (alguém ai já pensou na possibilidade da corretora dela criar aquela sala justamente para a cliente se destruir pagando todos estes custos com o excesso de operações?). Enquanto se está ganhando alguma coisa, ela possivelmente ignora, erroneamente, estes custos. Porém quando perder - e ela já perdeu uma vez- ela irá ver o quanto que o número excessivo de operações foi danoso para o patrimônio dela (e lucrativo para a corretora, que ganha as corretagens mesmo com ela perdendo, o que também não é injusto).

3 - Se a Dona Helena, nestes 2 meses que a transformaram em "mito", ganhou 5 mil reais por mês com os 16 mil que haviam sobrado dos 30 mil reais dela, ela, mesmo que não tenha resgatado nada, ainda não recuperou o montante inicial, pois tem agora 26 mil reais. Como o SBT pode afirmar que ela está se dando muito bem assim?

4 - E a reportagem dá a entender que esse ganho de 5 mil reais por mês com apenas 16 mil reais é algo que qualquer um pode ganhar quando quiser. Oras, isso representa uma rentabilidade de 31,25% ao mês. Os maiores gestores de fundos de hedge do mundo (John Paulson, Simmons, George Soros, etc) tem uma rentabilidade média (não ao longo dos últimos 2 meses, mas sim ao longo das últimas décadas) de algo em torno de 3% ao mês. A Dona Helena seria mais de 10 vezes melhor que esses homens que ganham bilhões para gerir fortunas.

Só que eu chuto que a Dona Helena, para ganhar tanto em tão pouco tempo, provavelmente cometeu o erro que muitos que apresentam perdas na Bolsa de Valores fazem: Alavancam de maneira estúpida ou passam a usar derivativos (como opções) de maneira irresponsável. Se você tiver sorte, pode ganhar bastante. Mas no primeiro momento que a sorte acabar, você PERDE TUDO. GAME OVER. E uma hora a sorte acaba.

E Claro que estas operações são incentivadas por alguns destes assessores financeiros (não me refiro aos que são apresentados na reportagem, que na verdade são de uma corretora, porque não os conheco) que pipocam no mercado. Alguns sim dão boas informações, porém para outros vale ficar com o pé atrás.

Até porque ninguém vai chamar a TV para filmar os vários que quebram e perdem todas suas economias brincando com instrumentos de risco no mercado de capitais diariamente. E caso isso aconteça com Dona Helena (espero que não), provavelmente ninguém vai lembrar também.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A Diferença entre um Climatologista e um Profissional do Mercado de Capitais

Quando os climatologistas do IPCC (Painel de pesquisa da ONU sobre mudanças climáticas) falam sobre mudanças climáticas, eles sempre utilizam expressões como "improvável", "provável" ou "bastante provável".

Essas são as mesmas expressões que você sempre vê aquele analista de mercado ou o seu corretor de ações falarem, certo?

Porém o que poucos percebem é que existe uma diferença significante entre o que é considerado "provável" para um climatologista e para um analista de sell-side, broker ou alguém que precisa convencer outrém.

Abaixo fiz uma tabela que compara a escala de probabilidade das palavras para um cientista do IPCC (tirado de http://www.ipcc.ch/pdf/supporting-material/uncertainty-guidance-note.pdf) e para um ser do mercado financeiro (tirado das minhas observações de N! relatórios e entrevistas de "entendidos" do mercado):












Agora é só lembrar disto quando um dia você estiver descendo a serra para ir
pra praia com seu amigo broker e ele disser que é praticamente certo que os freios
do carro estão Ok.

Porque tanto o climatologista quanto o profissional de ações lidam com algo com
MUITA incerteza... Porém pelo que observei até hoje, estes últimos costumam
subestimar um pouco o quão incertas são as coisas.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Sem Explicações tão rápidas.. E olha só o PMI da zona do Euro

Em uma coluna publicada em julho pelo quase-sempre brilhante Stephen Kanitz, um trecho me chamou bastante atenção:

"O ser humano quer ter uma explicação rápida aos fenômenos que não entendem.

Ninguém quer ficar na dúvida, todos nós precisamos avaliar rapidamente situações 'estranhas'."

Kanitz escreveu esse trecho ao falar sobre o simplismo das respostas que o jornalismo econômico busca fornecer para os complexos problemas financeiros existentes.

Frases como "Tudo isso está acontecendo por causa de X" ou então "A solução para isto é somente fazer Y" quase sempre são produtos de uma simplificação exagera e patética da intrincada situação dos mercados mundiais.


A última modinha é falar que "A Culpa é de Wall Street". Quer coisa mais vaga e obtusa do que isto? A Culpa é de quem? Dos banqueiros? Dos corretores? Dos moradores da rua Wall ou dos encanadores dos prédios que ficam lá?

O Homem não gosta de ficar em dúvida. Porém neste caso, ficar em dúvida e refutar justificativas simples ajuda a pensar melhor no assunto.


O gráfico acima mostra a evolução do PMI da zona do Euro (Indicador do ambiente de negócios feito pela consultoria global Markit e bastante acompanhado pelas instituições financeiras) e compara com o PIB da mesma região. Este índice costuma antecipar, de certa forma, a evolução do produto interno bruto dos países, como é possível constatar também pelo gráfico.

Na última semana foi divulgado o PMI da Eurozone no último trimestre, apresentando uma queda vertiginosa e tão acentuada quanto as ocorridas durante a crise de 2008.

O Que nos espera para as próximas divulgações de PIB? Acredito que se manter muito otimista em um cenário como este é pedir pra ser pego de calças curtas (ou até mesmo sem calças).

Só sei que aos poucos, as respostas e soluções simplistas vão caindo por terra conforme até mesmo os jornalistas passam a perceber que o problema é bem, bem mais complexo do que parece ser quando visto superficialmente.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Percepção de valor do dinheiro por uma criança (OU por um ministro grego).


Quando criança (lá pelos menos 7 anos), quando ainda morava em Bebedouro, meus pais as vezes traziam eu e minha irmã para passear aos domingos aqui em Ribeirão Preto. No Ribeirão Shopping havia um parque de brinquedos semi-eletrônicos (substituídos depois por esses eletrônicos modernos) chamado "Divertilândia".

Um dos preferidos de mim e da minha irmã era um que era uma mesa com alguns buracos, e algumas "baratas" saiam de dentro desse buraco, e você tinha que acertá-las com a mão (ou sei lá qual artefato a pessoa quisesse usar).

Quanto mais você acertava as baratas com a mão, mais bilhetes saiam na lateral do brinquedo, que depois poderiam ser trocados por brindes na loja da Divertilândia. O Mesmo valia para o brinquedo em que surgiam alvos e você tinha que acertá-los com uma pistola de água.


Para usar cada brinquedo, se pagava na época algo em torno de 2 reais. A Quantidade de bilhetes emitidos após jogar uma vez, com uma boa perfomance, era o suficiente para trocar por um lápis. Se você jogasse duas vezes, poderia até pegar uma caneta.

Imagino o que meus pais pensavam quando eu ia lá, com todo orgulho, trocar os bilhetes que havia ganhado após jogar 2 vezes (4 reais gastos) por uma caneta que valia 50 centavos...

Mas claro, como eram meus pais que pagavam pra eu jogar no brinquedo, eu não percebia que aquilo era um péssimo negócio (eles nem eram tão divertidos, e davam um cansaço enorme, a gente só jogava mesmo porque achava que "ganhava" algo).

Afinal, quando não é você que paga a conta, qualquer coisa que vier para você é lucro, certo? Você pode agir com a responsabilidade de uma criança se vai ter alguém pra te bancar!!!


Essa historinha acima, à mon avis, serve muito bem para todos aqueles que acham lindo quando Alemanha, França e afins concedem generosos pacotes de ajuda para a galerinha que tá no Serasa (Grécia, Portugal, etc).


Se eles estão na situação que estão, é porque não tiveram muita responsabilidade com o PRÓPRIO dinheiro. Como podem esperar que vão ser ainda mais responsáveis com o dinheiro dos outros?

Certo estão os contribuintes alemães que reclamam dos consecutivos pacotes de dinheiro público (deles) desperdiçados em compras de títulos do governo grego só para ajudar os helênicos.



quinta-feira, 22 de setembro de 2011

E o Governo aumenta (novamente) o IPI... Mudem as justificativas pelo menos!




E o Governo aumenta de novo o IPI, dessa vez para carros importados e outros produtos (Até bicletas!).


Justificativa do Governo?

“O aumento das importações está reduzindo a competitividade da indústria nacional”. (Exame Online, 22/09/2011)

Quem tem lá seus 30 anos deve lembrar bastante dos governos da década de 80 mantendo pesadas barreiras à importação alegando a mesma coisa, que era a defesa da indústria nacional.

Mas oras, para a indústria se desenvolver, primeiro precisa de investimento (e desoneração de quem deseja investir) em ciência e tecnologia. Tecnologia não surge de maneira etérea com o aumento dos impostos.

Devido à utilização dessa mesma justificativa há 3 décadas atrás que os Brasileiros tinham de usar os "modernos" computadores Cobra, fabricados no Brasil na época, porque era quase impossível importar computadores decentes e pesadamente tarifados.

E por não termos computadores decentes, já que deveríamos apenas usar os nacionais, houve um grande atraso no desenvolvimento de toda nossa indústria tecnológica.


Será que é isso que o governo quer mesmo?

Ou então eles deveriam parar com essa justificativa fajuta (e errada) de "proteger" a indústria e falar o real motivo do aumento dos impostos (Aumenta a arrecadação*).


* - Embora esta justificativa também esteja errada em boa parte dos casos, já que no Brasil os impostos já são tão altos, que quando se aumenta ainda mais suas alíquotas, você reduz a arrecadação porque reduz o consumo. Conceito básico de Curva de Laffer, das aulinhas de economia.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Mania de Exclusividade Exagerada

Desculpem pelo off-topic fugindo um pouco dos assuntos de mercado, mas cada vez mais eu fico espantado com a mania de exclusividade em alguns lugares, principalmente aqui em Ribeirão Preto.

Mais importante do que tudo parece ser passar a imagem de que você tá torrando rios de dinheiro com uma relação custo-benefício ridicula (o que para alguns parece glamouroso, mas pra mim parece somente irracional, para não dizer idiota).

Claro que não é má idéia ir de camarote quando ele oferece algo a mais, porém em alguns casos, a diferença não é quase nada pelo preço muito maior. O único "benefício" é a sensação de estar isolado (Han?)

O Desenho abaixo que eu fiz reflete bem minha impressão de uma dessas novas festas ribeirão-pretanas (mas acho que se aplica a muitas outras pelo Brasil):



terça-feira, 13 de setembro de 2011

A Crise de 2008 em algum momento chegou a acabar?

Para responder a pergunta do título dessa postagem, primeiro precisamos definir quando uma crise pode ser considerada superada.

  • Na Concepção de alguns, uma crise financeira termina quando a situação econômica para de se deteriorar.

  • Na concepção de outros, a crise termina quando as perdas são superadas. Por exemplo, quando os empregos perdidos e a renda diminuída são recuperadas e tudo volta a situação inicial.


In my humble opinion, a segunda definição é a mais adequada.



O Infográfico acima mostra a evolução da criação/perda de empregos dos EUA.

Alguém vê as vagas perdidas nos assustadores anos de 2007 e 2008 recriadas depois?

Alguém ouviu falar de criações recordes de emprego nos EUA?

E como esse pessoal está se sustentando de lá pra cá?

Talvez as respostas para essas questões ajudem a explicar um pouco a baixa no consumo dos EUA e os problemas enfrentados recentemente.


terça-feira, 6 de setembro de 2011

Bingo do Analista

Você sempre quis ser um analista mas não acha que tem capacidade para tal? Acredita que a prova do CNPI seria muito difícil para você?


Seus problemas acabaram! (MESMO!) APRENDA AGORA MESMO A ARTE DE DIZER MUITO PARA NÃO DIZER NADA!


Fale como um grande analista de sucesso com a ferramenta abaixo! Fora ser excelente para a montagem de discurso picareta, ainda serve como um verdadeiro jogo para disputar com seus amigos enquanto ouve o analista da sua corretora!


Alguns depoimentos de quem usou:

- “Em 10 minutos ouvindo o analista gráfico da minha corretora, 3 pessoas gritaram bingo!”

- “Depois que comecei a usar o bingo do analista para conversar com meus amigos, várias pessoas passaram a me pedir dicas de ações lá na faculdade!”

- “Consegui inúmeros investidores para o meu trade-system de forex usando o bingo do analista para conversar com desconhecidos!”


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Brasil Potência

Ok, meu último post não foi em nada relacionado ao que a maior parte dos leitores desse blog esperariam de assunto-tema. E este talvez também não seja.

No entanto, vendo tanta gente falar da grandiosidade do nosso país e do brilhante futuro que nos espera, me sinto na obrigação de comparar o quão potência nos já somos por meio de duas pequenas listas, em relação à outras "grandes" nações do mundo:


Número de Copas do Mundo:

Brasil - 5
Argentina - 2
Argélia - 0
Albânia - 0
Chile - 0
Colômbia - 0
Costa Rica - 0
Chipre - 0
Guatemala - 0
Peru - 0
Trinidad y Tobago - 0

Uau! Somos Bons!

Número de ganhadores do Prêmio Nobel (Premiações em Química, Medicina, Física, Literatura e Paz):

Argentina - 5
Argélia - 2
Chile - 2
Guatemala - 2
Albânia - 1
Colômbia - 1
Costa Rica - 1
Chipre - 1
Peru - 1
Trinidad y Tobago - 1
.
.
.
.
Brasil - 0


Pois é... Quando será que vamos providenciar o surgimento de Ronaldos da Química, Pelés da Medicina e Romários da Física?

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Minhas (obtusas) impressões do velho continente

Depois desta parada (alívio para mim e para vocês) de mais de 2 meses sem postagem, volto aqui com algumas novas impressões sobre a Europa, bastante pertinentes em um momento onde parte do velho continente parece implodir economicamente.

(Mas já adianto que não fiquei muito tempo lá pensando na economia global, afinal, estava lá para fazer trabalho voluntário na Polônia nas primeiras 7 semanas e nos últimos 10 dias para um momento de fêtes et vacances em Londres e Ibiza)

1 - A Polônia se deu muito bem não entrando na zona do Euro (embora essa não-entrada não tenha sido por vontade dela, e sim pelas regras que a impediram de entrar). Hoje ela possui uma moeda razoavelmente estável e tem controle sobre sua própria política monetária, coisa que não podemos dizer sobre Espanha, Portugal, etc.

2 - A tal frieza européia que tanto dizem, como meu primo que mora em Londres também concordou, não passa de uma lenda feita por algum brasileiro que ficou remoído. Em sua maioria, os que eu conheci era simpáticos e educados, somente se preservavam mais do contato físico em cumprimentos e afins (coisa que brasileiro adora e algumas vezes soa até hipócrita).

3 - As empresas alemãs são as mais presentes no cotidiano dos poloneses. Desde a infinidade de carros Mercedes-Benz e Audi até o supermercado Lidl (que está em todo lugar)

4 - Os Turistas Ingleses e Alemães continuam gastões. Já o número de turistas Italianos e Espanhóis nas Ilhas Baleares parece ter diminuído bastante. Me lembra muito o que aconteceu em Balneário Camboriú quando os turistas argentinos que antes lotavam aquelas bandas sumiram durante a crise que afligiu os hermanos na década passada.

5 - A Estrutura que Londres está montando pras Olímpiadas de 2012 é algo sensacional, principalmente no que se refere ao já eficiente (porém caro) sistema de metrô deles. Guardadas as proporções, também me surpreendeu a estrutura da Polônia (aeroportos e estádios) para a Eurocopa de 2012. Enquanto isso nossa preparação pra Copa do Mundo 2014 e Olímpiadas de 2016....

6 - Se um dia tiverem a chance de, durante um tempo, sair de seu trabalho no mundo corporativo (supondo que quase todo mundo que lê esse blog esteja nesse meio) e ficar um tempo trabalhando voluntariamente com crianças, em qualquer lugar do mundo, faça-o. É íncrivel o tanto que se adiciona em conhecimento sobre as pessoas, relações sociais e sobre você mesmo.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Cuidados não tão óbvios




A Bolsa está nos seu menor nível nos últimos 11 meses... O Que pode levar a conclusão (de certa forma bastante lógica) que esse é o melhor momento para se investir nos últimos 11 meses

, já que quem começar agora, vai conseguir comprar ações muito mais baratas (Ok, Ok, eu sei que isso parece óbvio, e é).

Mas existem alguns cuidados que as pessoas devem tomar que não são tão óbvios assim (o que já leva a descartar aquelas coisas que todo mundo sabe como "diversifique" e bla bla bla).

Após esse tempo trabalhando com investimentos em commodities e bolsa de valores, pensei em alguns cuidados que fogem dessas obviedades, mas que são igualmente importantes.

Decidi listar alguns deles abaixo:

1 - Não comece com muito pouco

Não invista valores menores que 3500 reais. O custo fixo médio mensal para se investir (Taxa de custódia) fica em média em 10 reais (algumas cobram mais, outras menos). Se você investir somente, por exemplo, 2000 reais, 0,5% do seu capital vai ser perdido todo mês SÓ com esse custo.


2 - Leia o contrato que você vai assinar com a corretora.

Igual comprar plano de celular, esse é um negócio onde se você não souber onde perde, vai perder muito por causa das linhas pequenas.
Tem corretora no mercado que divulga que não cobra taxa por operação, mais aí no meio do contrato ela especifica que cobra uma taxa sobre o volume investido que é muito maior que a taxa sobre operação. CUIDADO!


3 - Cuidado com assessores de investimentos ou corretores que queiram apenas ganhar corretagem em cima de um excesso de operações sem lógica.

A maior parte dos assessores e corretores de investimentos em bolsa de valores são agentes autônomos das corretoras, o que significa que eles ganham conforme o volume negociado.
Ou seja, algumas vezes, mais do que interessado em seu ganho, um corretor sem noção pode estar interessado no ganho dele no curto prazo e aconselhar o cliente a fazer várias operações não-fundamentadas só parar gerar corretagem.

Outra coisa que pode acontecer é um corretor fazer operações para um cliente SEM a ciência do mesmo, só para gerar corretagem, o que é PROIBIDO. (Exceto se for algum erro operacional, coisa que às vezes acontece, o que cometeu o erro tem de ressarcir o cliente de alguma forma).

Claro que um assessor de investimentos com o MÍNIMO de ideia de longo prazo e sustentabilidade vai se preocupar com o ganho do cliente, porque isso no longo prazo representa maiores ganhos pra ele.

Porém, como o mercado está cheio de gente desqualificada por ai, vale o alerta. 


4 - Tenha alguma noção de significância estatística. Isso ajuda a não cair em papo de picareta que diz que consegue ganhar 5% ao mês porque conseguiu isso 2 vezes na vida.

Em um total de 1000 investidores, é natural existirem 1 ou 2 que alcançaram rendimentos extraordinariamente altos.

O que não quer dizer necessariamente que eles sejam bons ou que tenham um método bom.

Se você colocar 1000 crianças para escolherem ações da bolsa pelo nome mais "engraçadinho", certamente alguma vai escolher uma ação muito boa. Nem por isso a estratégia do nome engraçadinho é algo que você deva usar.


As que eu lembro até agora são essas. Se eu lembrar de outras, volto a postar aqui.

Se vocês quiserem sugerir outras, fiquem a vontade!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Sobre Eleições na Europa, Brasil e minha ausência de postagens

Já começo esse post me explicando pela total ausência de postagens minha desde abril: Estou terminando minha monografia (Tema bastante novo na área de finanças, que são modelos de fator de retorno esperado em ações) e ainda preparando as coisas pra uma viagem de 2 meses para a Polônia, logo não sobra muito tempo.


Mas nesta segunda, vindo para Ribeirão Preto, estava escutando a versão em aúdio da The Economist, e decidi fazer uma breve pergunta a todos vocês, principalmente motivado pela derrota da esquerda em portugal (que era governada por um partido socialista), culpada pelo povo da atual crise de proporções catastróficas.


Ai vai a pergunta:

Hoje existem os 2 países que estão em situação mais preocupante (crise da dívida) na Europa são Portugal e Grécia.

O primeiro, Portugal, foi governado por anos por um governo de esquerda, que endividou o país e desestimulou a competitividade empresarial com altos impostos e custos trabalhistas.

O segundo, a Grécia, começou a escalada de seu endividamento, que hoje é insustentável, após a gastança para realizar as olímpiadas de Atenas em 2004.

No Brasil, somos governados por um governo de esquerda (ou que pelo menos adora altos impostos financiado a gastança e desestimulando a atividade empresarial) e em 2016 teremos as Olímpiadas (e mais a Copa em 2014).


A Qual conclusão vocês chegam?