terça-feira, 12 de abril de 2011

A Mentira da Eficiência da Petrobrás

Um dos posts que mais fizeram a história de nosso blog foi o feito há algumas semanas, comentando sobre a intervenção do governo na Vale do Rio Doce que implicou na queda do CEO da Empresa, Roger Agnelli.

Alguns simpatizantes do governo tentaram defender a medida intervencionista e injustificável de Dilma e do PT questionando a competência do antigo líder da Vale.

Agora, o que o Governo entende de competência empresarial? Esse mesmo governo que QUER falar em competência é o governo que gere a Petrobrás. É o Governo que fez um processo de capitalização que se tornou desastroso para os acionistas desta Petrobrás (que são inúmeros brasileiros que nela aplicaram seus saldos de FGTS).

Abaixo segue o desempenho da ação da Petrobrás e da Vale. Quem será que realmente é Incompetente: O Governo, que manda na Petrobrás, ou Agnelli, que mandava na Vale neste período?




E O Governo diz que a Vale, ao demitir empregados em plena crise de 2008, não cumpriu sua função social.

MAS A PETROBRÁS, com esses preços RIDÍCULOS de Combustível, cumpre sua função social?

A Petrobrás, onde numa gigantesca pirotecnia o ex-presidente Lula foi melar a mão de Petróleo para comemorar a "Auto-Suficiência", cobra de seus combustíveis preços MAIORES que países que importam petróleo do outro lado do mundo. Isso tudo extraindo o petróleo dos poços de SANTOS!

E ainda se orgulha em dar um lucro igual de outras empresas do mundo, mesmo cobrando preços MUITO maiores em um mercado onde ela quase monopoliza!

Alguns dizem que o Preço do Combustível da Petrobrás não é tão alto assim, e que em muitos países, como Alemanha, Mônaco (!!!), França ou Noruega, os preços cobrados são maiores. PICARETAGEM! A Renda lá é muito maior!

De Fato, em uma comparação de 33 Países, o Brasil tem o nono maior preço de Combustível. Mas ao se comparar isso com a renda do cidadão de cada país, o Preço do Combustível Brasileiro é um dos 5 MAIORES!

Segue abaixo a tabela comparativa feita por mim, onde o Índice Gasolina/Renda mostra o tanto que cada pessoa gastaria de sua renda anual para comprar 83 litros de gasolina por mês:




terça-feira, 5 de abril de 2011

Como Las Vegas faz as pessoas estúpidas.

Há 3 meses, em uma viagem com mais 2 amigos, estávamos em um cassino e eu comentava como era incrível a quantidade de pessoas que estava achando que de FATO tinham boas chances de ganhar dinheiro.

Simplesmente não entrava na minha cabeça como tanta gente torrava tanto dinheiro em um jogo de soma negativa (Sobre Soma negativa, Ler Nash). Gastar pela diversão até vai. Gastar pensando em ganhar é ingênuo, pra não dizer outra coisa. TINHA GENTE ESCOLHENDO CUIDADOSAMENTE NÚMEROS PARA JOGAR NA ROLETA! Como se aquilo não fosse TOTALMENTE aleatório e tivesse algum envolvimento de habilidade.

O Artigo abaixo (traduação livre de trechos do original), que eu vi em um blog que acompanho (http://www.farnamstreetblog.com/how-vegas-turns-our-brain-into-mush) diz bastante sobre as técnicas que os Cassinos usam para iludir as pessoas de que elas tem boas chances de ganhar.

"Como Vegas transforma nossos cérebros em mingau"


O lugar mais sofisticado no mundo para perdermos o nosso dinheiro é Wall Street. Vegas, no entanto, não fica muito atrás.
Vegas nos convenceu não somente que jogar dinheiro fora é "legal", mas que pegar um avião para ir até esse lugar é mais legal ainda.
Aqui estão algumas das táticas psicológicas que Vegas faz para tornar o ato de perder dinheiro divertido .
Primeiro, nossos cérebros são bombardeados com estímulos. Porque existem tantos jogos, caça-níques e pessoas, há sempre alguém a ganhar. E Vegas se esforça para garantir que nós vejamos essas pessoas ganhando.
Sirenes e flashes garantem que nós prestemos atenção sempre que alguem ganhar alguma coisa. Perder, por outro lado, é um assunto privado. Não há sala de sons ensurdecedores para o vazio de perder. Isso faz com que os vencedores se tornem mais evidentes para nosso cérebro e distorce as probabilidades de que nós também podemos vencer.
Em segundo lugar, Vegas distorce as probabilidades reais de ganhar. Vegas nunca dorme e eles não querem que você durma. Eles sabem quando seu cérebro deseja dormir, você tende a ser menos racional. Privados de sono, indivíduos tendem a fazer escolhas que enfatizam o ganho monetário. Longas noites e manhãs tardias, algumas bebidas, além de um fuso horário maqueiam as chances de ganhar tempo. (Além disso, as pessoas tendem a assumir riscos crescentes, numa tentativa de reconquistar as perdas que já tiveram.)
Terceiro, o efeito poderoso do "quase-ganhar". Há uma razão quando se puxa a alavanca do caça-níqueis para a resposta ser muitas vezes cereja-laranja-cereja e não laranja-maçã-cereja. Parte do problema é que as pessoas que jogam jogos de puro azar (por exemplo, uma máquina caça-níqueis ou na loteria) acreditam erroneamente que algum elemento de habilidades está envolvido. O "Quase-ganhei" diz ao cérebro que estamos no caminho certo e devemos apenas tentar um pouco mais.
Além disso, o "Quase-ganhar" engana o cérebro, fazendo ele achar que ganhamos quando simplesmente perdemos (a partir da perspectiva de nossos neurônios dopaminérgicos, quase-vitórias são praticamente indistinguíveis das vitórias reais.) De acordo com Jonah Lehrer, esse feedback engana nosso mecanismo de recompensa , razão pela qual Vegas investe em jogos que tem um monte de "Quase-vitórias". A ilusão de controle, combinada com um "Quase-ganhei", transforma o cérebro em mingau. (E este efeito é ainda mais poderoso se ​​você joga sempre")
[...]. Uma vez que nós achamos que a habilidade desempenha um papel (e a "quase-vitória" reforça isso), acreditamos que temos melhores chances do que os outros. "


domingo, 27 de março de 2011

Sobre o #Ficaagnelli


Nenhum americano acharia razoável que o Obama tentasse trocar o presidente da IBM.

Nenhum alemão conseguiria imaginar a Angela Merkel tentando mudar a presidência da Bayer.

Ou os franceses jamais cogitariam a hipótese do Sarkozy intervir diretamente no Carrefour.

Sabe por quê? Porque essas empresas são privadas!

Como tentei ilustrar na comparação acima (adaptada da feita por um conhecido meu), na tentativa de Dilma trocar a presidência da Vale, não está somente a tentativa totalmente ilógica de tirar um brilhante executivo que é um dos maiores responsáveis pelo crescimento de uma das maiores mineradoras do mundo. Ou então a idiotice de tentar retirar alguém sendo que NO MUNDO existem poucos executivos (um dos únicos Brasileiros que lembro agora que talvez estão no nivel do Roger Agnelli é o Carlos Ghosn, que está muito bem empregado na presidência mundial Renault).

Nesse absurdo todo reside algo muito pior: NO DESRESPEITO DO GOVERNO pela propriedade!!!

Milhões de Brasileiros tem ações da Vale do Rio Doce. Será que eles, que também são donos da empresa, terão que tolerar que Dilma tente destruir o valor de seu patrimônio (ações da empresa) igual fez com a Petrobrás, que teve o valor de suas ações dizimadas pelos desmandos do governo?

Em uma rara situação, senti orgulho dos Brasileiros (pelo menos daqueles que tem twitter) que conseguiram fazer a tag #ficaagnelli ficar entre as mais comentadas do site na última sexta-feira.

Quem sabe a dona presidente olhe isso e veja que existe SIM muita gente que sabe que nessa empresa, o governo não deve mexer. Porque não tem LÓGICA tentar trocar um grande executivo por mais um dos aliados do Governo, usando de CABIDE DE EMPREGO um cargo responsável pelo patrimônio de CENTENAS DE MILHARES DE BRASILEIROS.


Todo meu apoio à iniciativa #ficaagnelli

sexta-feira, 18 de março de 2011

Alcool: Como chegamos ao ponto que chegamos.


Hoje não compensa mais abastecer com Álcool nos postos de gasolina. Não consigo me lembrar de nenhum momento nos últimos anos onde o preço do Etanol, relativo à Gasolina, esteve tão caro.

Alguns acusam os postos de gasolina, pela existência de cartéis em alguns lugares (E sim, devem existir cartéis à rodo!). Mas dessa vez esse problema fica num cenário secundário.

O Buraco é mais embaixo, nesse caso.

Tão Mais Embaixo que chegamos ao cúmulo de, devido à falta de produção interna, termos de IMPORTAR álcool dos EUA, feito de milho (muito mais ineficiente energeticamente), sendo que há alguns meses atrás éramos o MAIOR EXPORTADOR de álcool do mundo.

A Demanda Brasileira cresceu de maneira totalmente fora do previsto. Em uma aula do Prof. Fava Neves (www.favaneves.com.br), a explicação dada me pareceu bastante lógica.

Há 4 anos atrás, ainda antes da crise financeira global de 2008, nós tinhamos um parque industrial sucroalcooleiro em grande expansão. E algumas grandes players globais, como LDC ou Cargill, pretendiam abrir mais usinas no Brasil e aumentar nossa capacidade de produção. Veio a Crise, e os grandes grupos familiares (Moema, Santaelisavale, etc) capotaram. E ao invés de abrir novas usinas, as multinacionais preferiram comprar as já existentes.

E nosso parque industrial não aumentou.

O Que resulta hoje em um déficit de produção estimado em 5 Bilhões de litros de álcool Hidratado! (Fonte: Unica).

Para piorar, ainda temos agora o petróleo acima de 100 dólares (E há 6 meses atrás ninguem sonharia que ele estaria acima de 80 dólares), o que empurra para cima o preço da gasolina, e por consequência de seu substituto, que é o etanol.

Existe ainda a jusitificativa das Usinas preferirem produzir açúcar ao invés de alcool em razão dos preços do açúcar. Embora tal justificativa também seja verdadeira, é somente a ponta do Iceberg de tantas outras, como expostas acima.

Portanto encham os tanques, porque os preços podem subir ainda mais.

Abaixo segue o preço do Contrato Futuro de Etanol na BMF que negociamos aqui (Quem quiser saber mais a respeito desse contrato futuro, é só me pedir via comentário). E A variação dele no Dia (Só Hoje sobe mais 5%, e isso depois de subir mais de 6% ontem)



(Para a infelicidade de um entusiasta, como eu, de um combustível muito mais sustentável como o álcool)

domingo, 6 de março de 2011

Curso mais Adequado para quem quer trabalhar no Mercado Financeiro


Primeiro, já começo esse post invalidando-o todo: Não existe.

Isso! Não existe um curso feito sob medida para quem quer trabalhar no mercado financeiro (seja como broker, analista ou algo do gênero). Se você quiser encontrar este curso, vai perder seu tempo.

No entanto, vários cursos contribuem (junto com o aprendizado que deve vir de outras fontes), em menor ou menos escala para a formação de um profissional do mercado de ações.

Eu até hoje tive a experiência de sentar nas cadeiras de 2 cursos na faculdade. Fora estes, ainda tive contato com profissionais e estudantes de vários outros.

E Depois disso, a conclusão que chego é: O Curso de Administração de Empresas é o mais adequado para quem deseja trabalhar no mercado de ações.

E enúmero os motivos:

1 - Em Administração de empresas (pelo menos em um BOM curso de Administração) você estuda o que? EMPRESAS! Qual a atividade de um Broker? Comprar e vender ações. Ações são títulos patrimoniais que valem a sociedade de um negócio. Em ultima instância, você compra e vende EMPRESAS! O Analista, que avalia ações, analisa EMPRESAS. Percebeu a ligação?


2 - Embora alguns possam achar que o curso de Economia é o mais adequado para um profissional do mercado financeiro, eu (que já fiz esse curso, antes de mudar para o atual) afirmo que, exceto para profissionais da área de risco, o curso agrega muito menos até do que contabilidade. O Que você aprende para avaliar uma empresa é, no mínimo, insuficiente para uma análise superficial.


3 - Em um bom curso de administração você não apenas vai ter algumas matérias que expliquem o que são todos aqueles múltiplos de avaliação relativa como também outras matérias que servirão para você analisar a empresa cuja qual Ação você quer comprar ou vender. Exemplos: Marketing, Para entender o filão de mercado que a empresa deseja explorar, ou Operações, para perceber o quão eficiente são as estratégias desta empresa.


4 - Se você der sorte de ter um professor que prefira dar trabalhos cujo tema sejam estudos de casos de empresas já existentes, como eu tive, você ainda sairá da faculdade conhecendo a fundo dezenas de empresas que já foram temas de trabalhos de colegas de sala seu. Eu posso afirmar que no minimo 90 empresas da bolsa de valores em algum momento eu vi expostas em trabalhos em matérias que fiz.

5 - A Carga de estatística que você tem em um BOM curso de Administração, abrangendo até regressões múltiplas (não tem o porque de ir muito além disso, exceto se você almejar ser um quant finaceer) é adequada para quem deseja analisar empresas sem se complicar com operações básicas.

6 - Na maior parte das faculdades do país, a carga de finanças em Economia é muito pequena, em contabilidade é mediana, e em Administração (em um Bom curso) é razoável. Em economia, infelizmente, acabam dando tanta ênfase em modelinhos gaussianos que tem formando que acha que pode sair colocando curva normal em tudo...

7 - O Curso de Engenharia de Produção acaba te mostrando mais sobre o funcionamento de uma indústria do que o Curso de Administração. Ponto para eles. No entanto, perdem no resto (principalmente em finanças em si, e na parte de análise propriamente dita)

Em conclusão (e novamente lembrando: Nenhum curso universitário vai te transformar em um bom profissional do mercado de ações), se fosse para eu escolher alguns cursos que ajudariam alguém nesse mercado, seriam:

1 - Administração de Empresas
2 - Engenharia de Produção
3 - Contabilidade ou Economia.


Discorda de alguma coisa? Comente!

sábado, 8 de janeiro de 2011

RETROSPECTIVA 2011 [Para não ser tão Clichê]




Depois de tantas retrospectivas (até mesmo a nossa), decidi ir para um campo mais hardcore:

A Futurologia.

Afinal, é nessa época que sai aquele monte de chut.., ops, previsão de bancos de investimento e corretoras sobre a pontuação do Ibovespa no final desse ano.

Sabendo que isso é um exercício inutíl e tudo não passa de chute, devido à grande aleatoriade existente no mercado financeiro, decidimos também nos divertirmos prevendo o que será exibido nas retrospectivas daqui a 12 meses, nas últimas semanas de Dezembro.

1 - Nesse ano de 2011, observamos o pacote de redução de gastos e aumento dos juros logo no começo. Afinal, dona Dilma aprendeu com Maquiavel que, se é pra tomar alguma medida dolorosa para a população, que seja tudo de uma vez.

2 - No Primeiro semestre a bolsa ainda patinou um pouco, apesar de um ou outro rally de alta sem muito fôlego.

3 - Europeus ainda chiando. E dessa vez os amigos Helênicos saem de cena e quem rouba o palco dos problemáticos são os Ibéricos, com a Irlanda fazendo rápidas pontas e a Itália dando as caras.

4 - Ano Eleitoral com algumas agitações! E Não é que os Portugueses reelegeram Anibal Cavaco? E Não é que saiu pancadaria em Eleição no Haiti? E Não é que os Argentinos.... Bem, os Argentinos até nas eleições parecem não admitir que erraram, não me surpreende.

5 - Chutar Pontuação pra bolsa não é meu forte (Embora eu ache engraçado gente chutando abaixo de 75 mil ou acima de 100 mil pontos pro Ibovespa em Dezembro). Mas que o papel do Brasil não foi (foi porquê, lembrando, isso é uma retrospectiva) tão bonito em Guadalajara quanto no Rio, não foi. Mas não foi ruim também.

6 - No Campo do M&A, em 2011 houveram negócios grandes entre empresas automotivas, e também entre algumas empresas de comunicação. Agora, aquela onda de compra e venda de banco pra cá de alguns anos atrás, parece ter sussegado um pouco, embora ainda com algumas agitações.

7 - E na área que mais importa, no final de tudo: Santos dando Show na Libertadores da América!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

E o Guido Margarina toma uma nova medida...

E Hoje foi anunciado que nosso ministro da fazenda, na tentativa de "segurar" o dólar, que continua em queda nas últimas semanas (o que pode colocar em risco nosso parque industrial).

Dessa vez ele impôs uma taxa para operações que ganhem com a queda do dólar.

Como se isso tivesse alguma eficácia que não momentânea...

Se bem que acredito que nem o próprio Guido acredita nessa medida. Na prática, é mais somente um meio de aumentar a arrecadação do governo.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Para ser mais clichê, Retrospectiva 2010





O Que aconteceu este ano no Mercado, em rápidas frases de 140 caracteres, já que ando meio viciado pelo twitter (aliás, para quem quiser, www.twitter.com/le_vi )

1 - Ano Começou com Bolsa subindo forte. Empolgação (Ingênua) de quem achava que ia repetir o excepcional ano de 2009.

2 - Veio a Crise da Europa em ainda no primeiro trimestre. Primeiro a Grécia, depois Portugal, Irlanda e outros vieram aloprar junto.

3 - Crise da Europa parecia que ia arrefecer com ajudas dos grandes (Alemanha e França). Mas emprestar dinheiro sem ensinar a economizar não resolve.

4 - Enquanto isso aqui no Brasil, se iniciava a novela "Capitalização da Petrobrás" (Ver alguns posts que fizemos a respeito).

5 - Escândalo no Goldman Sachs, banco multado por ganhar enquanto os outros perdiam, porem da maneira que sua professora de jardim de infância condenaria.

6 - De volta ao Brasil, enquanto a capitalização do Banco do Brasil já acontecia, a da Petrobrás virava uma novela de politicagem e falta de transparência.

7 - EM AGOSTO (Sim, só em Agosto), finalmente definiam os detalhes da oferta de ações da Petrolífera Brasileira, após muito cancelamento.

8 - Apesar de toda propaganda política feita pelos nossos líderes sobre a Grande Capitalização, quem investiu nela, pelo menos até agora, teve resultados pífios.

9 - Grécia tenta começar a cortar gastos para evitar quebrar. Porém a população vai para as ruas, pouco se lixando se o país está no Buraco e que ainda não existem pomares de Euros.

9 - E Parece que nesse final de ano, os cidadãos alemães começam a se irritar com seus impostos indo para ajudar países um pouco menos responsáveis com gastança (Como a Grécia!).

10 - No Final, o mundo todo viu o preço das pessoas se aposentarem tão cedo (= Quase Quebra e alguns degraus a menos para as agências de Rating).

11 - E No Final também, Todo mundo presenciou como é doloroso ter uma ação de estatal, sujeita a politicagem, em pleno ano de eleição, com a Petrobrás caindo quase 30%. (E Não digam que eu não avisei).

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Empresas Eco-Sustentáveis (In My Humble Opinion) na Bolsa


Após ver sobre os planos da HRT Petróleo de fazer poços na bacia do Solimões, no coração da Amazônia, pensei em escrever algo sobre os possíveis problemas que tal audacioso problema pode causar. Basta UMA UNICA falha para se colocar áreas equivalentes à países europeus em risco semelhante ao que aconteceu no terrível desastre do Golfo do México.

MAS eu ainda vou procurar saber um pouco mais dos projetos da mesma, e quem mais está envolvido nessa história toda, e ai faço um outro post a respeito assim que possível.

Porém, para não fugir do assunto SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL, decidi colocar aqui, livremente, algumas empresas que julgo sustentáveis e que são negociadas na nossa bolsa de valores.

Deixo claro que não estão todas que deveriam estar aqui, então quem quiser contribuir com mais alguma, basta deixar um comentário. Quem discordar de alguma, idem.


Lista das Empresas que atendem aos critérios Levíisticos de SUSTENTABILIDADE EMPRESARIAL, e seus motivos:

RENOVA ENERGIA (Código: RNEW11) : Empresa de energia nova, fundada em 2001, que explora somente energia renovável e limpa. Já tem algumas centrais hidrelétricas em operação e 20 parques eólicos na Bahia.

NATURA (Código: NATU3): Companhia já bastante conhecida, do setor de cosméticos. Possui um grande programa de neutralização de carbono e de proteção à biodiversidade nas florestas tropicais.

FIBRIA (Código: FIBR3): Gigante global de celulose oriunda da compra da Aracruz pela VCP Celulose. Do 1 Milhão de Hectares pertencentes à empresa, 40% é para a preservação de matas nativas. Está no índice de sustentabilidade do Dow Jones (Bolsa de Nova Iorque).

BRASIL ECODIESEL (Código: ECOD3)
: Produtora de Biodiesel, foi uma das pioneiras no Brasil ao produzir um combustível limpo e ecologicamente correto.

BRADESCO (Código: BBDC4)
: Políticas de Redução do consumo de energia e água, bem como diminuição dos desperdícios, fazem deste o único banco que consegui imaginar como sendo próximo de sustentável.

Quem quiser dar outras idéias, basta comentar!

Ps: Quem não entendeu a foto, se trata de duas maritacas em um momento bastante íntimo (e uma terceira observando) vistas da janela do escritório. Quer coisa mais sustentável que isto?

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Por quê sempre busca-se justificativas pra altas e baixas?

No meu trabalho como operador de ações, chega a ser engraçado notar, com o tempo, a surpresa das pessoas quando, ao perguntarem o porquê de naquele dia a bolsa subir ou cair 2%.

Quem já leu o livro “A Lógica do Cisne Negro” (que novamente eu recomendo, obviamente com leitura crítica aos pontos onde o autor é um pouco mais extremo) deve lembrar da passagem onde ele cita um caso onde pela manhã se justifica uma queda na bolsa pela incerteza sobre o futuro do Iraque com a captura de Saddam Hussein. A Tarde, quando a bolsa virou e começou a subir, justificaram a alta pelo mesmo fato (captura de Saddam Hussein).

Taleb dá o nome a isso de falácia narrativa, que é a necessidade do ser humano de buscar histórias (ou estórias) que possam justificar aquilo que muitas vezes é apenas aleatório. Temos uma dificuldade MUITO grande em aceitar o aleatório. Logo, busca-se qualquer historinha, qualquer fato, mesmo de baixa relevância, e imputa-se a ele a “culpa” pela baixa ou alta da bolsa no dia X.

E qual o rigor científico dessas justificativas? Quem garante que se o presidente do Banco central não falasse X ou se o dado divulgado fosse Y ao invés de Z, o mercado não iria subir (ou cair) mais ainda?

Ninguém. Mas ainda assim o ser humano insiste em procurar justificativas para quaisquer movimentos

Vejam, é perfeitamente razoável atribuir uma queda de 20% no valor das ações da Positivo à um balanço ruim da mesma. Agora, querer justificar uma queda de 2% da bolsa em razão de um simples pronunciamento semanal, é forçar a barra. 2% está dentro daquilo que a bolsa pode (e costuma) oscilar randomicamente, ou seja, aleatoriamente, sem necessidade de justificativas.

Para aqueles que ligam em dias cuja aleatoriedade faz a bolsa oscilar, mas mesmo assim precisam de um motivo, a saída é simples. Apenas Respondo: “Está sendo uma realização (ou uma alta) técnica, sem maiores motivos.”

O Que, diga-se de passagem, não costuma ser errado, devido à amplitude da resposta.

E assim sacio a necessidade humana por justificativas para aquilo que pode acontecer sem nada que os justifique.